Nota

Povos,

os 15 dias sustentáveis terminaram há uns 10 dias mais ou menos e a gente não veio aqui nem dar um olá. Quer dizer, terminar é um verbo equivocado porque depois dessa experiência esperamos continuar consumindo conscientemente sempre. Mas o período de análise chegou ao fim. E esse post é só para justificar nossa ausência assim tão brusca e a falta de respostas e explicações concretas sobre nossa experiência. Não esquecemos, não! É só que a apresentação do nosso seminário foi adiada 2x, ou seja, 15 dias. Vamos apresentar o trabalho, e nossas conclusões, nesta quarta-feira e, logo depois, publicamos aqui também – que é pra a gente não apresentar algo que já foi ao ar, né? É isso. A gente espera que vocês tenham gostado e aguardem até quarta, que tem muita coisa boa!

Por Gabriela

Vendendo consciência

A gente vende cotonete, sabão em pó, sabão de barra, chuveiro, cimento, tubulação, perfume, fralda, cola, caneta, sapato, bateria de carro. Vende desejos, aspirações, o apartamento dos sonhos e a melhor faculdade para o seu futuro. E a gente também vende consciência ambiental, consumidora e social muito bem. 

GREENTUBE  (Greenpeace | AlmapBBDO, Brasil)

A visualização no próprio YouTube é bem melhor!

 

 

AMBULANCE, FIREMAN & BOAT  (WWF | Ogilvy, Paris)

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BUSH (Greenpeace | Young & Rubicam, Brasil)

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MTV SWITCH (MTV | Leo Burnett, Argentina)

  

DIA INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE (Talent | Talent, Brasil)

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LA HORA DEL PLANETA (Fundación Vida Silvestre Argentina | DDB, Argentina)

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Por Gabriela

A cidade em que eu moro: Toronto

A Fer é minha irmã e mora há quase 7 anos em Toronto, no Canadá. Pedi pra ela contar como é a rotina dela por lá e recebi um email muito, muito legal. Vale a pena ler tudinho!

Fernanda Vieira, 26, Toronto, Canadá.

Fernanda, 26, Toronto, Canadá.

“Eu acho o máximo que vocês tiveram essa ideia, tem muita coisa que podemos fazer para diminuir o consumo próprio e aumentar a consciência ecológica ao nosso redor.  Como eu gosto de dizer: The biggest changes in the world start within us (As maiores mudancas no mundo começam dentro de nós).
 
Eu moro no Canadá e muita coisa tem mudado nos últimos 7 anos. As sacolas do supermercado custam 5c cada, mas todo supermercado vende sacola reusável e também oferece caixas de papelão. Eu sempre uso as caixas, cabe tudo e é só uma coisa que eu preciso carregar. A gente deixa uma caixa no porta-mala do carro e quando vou fazer compras eu coloco a caixa no carrinho. Assim que a vendedora passa na esteira eu ponho dentro da caixa. Economizo tempo e pelo menos 20 sacolas todo mês. Também já pedi pro casal que mora lá em cima (a gente aluga o
basement) pra mudar as luzes pra fluorescentes, mas eles ainda não mudaram. Mas tem muita coisa pequena que fazemos no dia-a-dia que ajuda muito. Se todas as pessoas que forem ao banco optarem por não imprimir o papelzinho no final, é uma economia de papel e tanto. Eu sempre imprimia e daí jogava fora no lixinho ao lado da máquina. Que diferença faz! Agora também não tenho nenhuma conta de papel, todas as minhas contas (telefone, internet, cartão de crédito) são eletrônicas. As companhias daqui oferecem esse serviço, não sei se no Brasil é tão disponível quanto aqui.
 

Lixo

Lata verde e lata preta.

 Aqui o sistema de reciclagem é muito sério. A cidade de Toronto está tentando diminuir a quantidade de lixo em geral. Então, só coletam o lixo de 2 em 2 semanas pra forçar a população a diminuir e reusar o que puderem. O lixo tem que caber na lata, se tiver sacolas em excesso, tem que pagar. Mas temos direito a 5 sacolas em excesso por ano. É super organizado.

Temos 3 tipos de lixos diferentes:
- Lixo
- Lixo orgânico – comida, que recolhem toda semana
- Embalagens recicláveis
Toronto Solid Waste Management.

Toronto Solid Waste Management.

Muitas lojas e restaurantes oferecem embalagens reutilizáveis. Por exemplo, tem uma pizzaria que a caixa da pizza se transforma num quebra-cabeça. Ou você pode montar um carro com a caixa do cereal. Tudo isso pra reusar mais e jogar fora menos.
 
Aqui muita gente anda de ônibus e metrô. É super rápido, fácil e, claro, muito mais econômico. Mas se você decidir usar o carro, tem uma pista para carros com 2 ou mais pessoas, o que ajuda no trânsito e incentiva as pessoas a pegar carona com parentes e amigos. Várias pessoas andam de bicicleta (de terno e capacete!) e para elas existe uma pista menor nas ruas principais.

 

High Occupancy Vehicle Lane.

High Occupancy Vehicle Lane.

 
Não compramos mais garrafas de água e temos uma garrafa de metal que é
BPA free. Estão parando de vender as garrafas de plástico por causa dos agentes cancerígenos em plástico. E eu agora só compro produto de limpeza que faz menos mal para o meio ambiente. Papel higiênico, detergente de roupa, kiboa…
 
Tem uma loja de roupas que são feitas de material reciclável que é bastante popular com o pessoal mais rico, a
Earth Child. E várias lojas vendem papéis, caixas e presentes lindos de material reciclável. Uma delas é a Pistachio. Na minha escola também tem muita criança com fralda feita de material reciclável.
 
Eu acho que a chave é o governo daqui, que estimula as pessoas a economizarem e a serem mais conscientes. Tem muito programa de incentivo que devolve dinheiro se você gastar menos da média, ou dão um
taxbreak se você fizer algumas outras coisas. Bom, por enquanto é isso, mas continuarei pensando em mais coisas. Vocês estão no caminho certo! Tomara que continuem depois que esse projeto acabar.”

Eu fiquei foi passada com essa história de garrafa de plástico e com a naturalidade que a Fer fala sobre as pistas de carro para mais de duas pessoas. Imagina isso aqui em Recife? Já não respeitam as faixas de ônibus, quem dirá uma faixa pra carros.

Por Gabriela

Soluções para a descarga

Sempre quando pensava em economia de água, via a descarga como uma grande vilã. A cada descarga que damos, jogamos fora de 10 a 14 litros de água, e caso ela esteja com problemas (o que acontece muitas vezes e nem percebemos), pode-se chegar a 30 litros. Claro que gastamos mais água no banho, mas, isso é meio que inevitável. 

Apesar disso, sempre achei que não tinha muito que fazer, é meio que uma questão de higiene dar descarga sempre que utilizamos o banheiro, não dava pra fazer muita coisa. Mas, quando fui ao Rio de Janeiro, no hotel em que eu estava, havia dois botões na descarga. Confesso que não entendi nada no início, e, no auge da minha ignorância, apertei os dois botões de uma só vez. Até perceber que em um o volume de água utilizado era bem menor que no outro. E, no mesmo instante, fiquei com cara de besta por não ter pensado nisso antes.

Até 30% de economia de água.

Até 30% de economia de água.

A “descarga inteligente” possui duas opções, uma mais econômica que usa de dois a três litros de água para eliminar dejetos líquidos, e outra que usa o dobro de água para os dejetos sólidos. Elas já podem ser encontradas nas lojas e a diferença de preço nem é tão grande. O investimento vale a pena, pois, além de evitar o desperdício, a economia do consumo de água na casa chega a 30%. Ou seja, em médio prazo, economia financeira começará a ser notável.

Por Diego

Balanço da semana – Diego

No meu primeiro post aqui, falei que meus maiores desafios seriam economizar água e fazer a coleta seletiva. E, posso falar que consegui cumprir as minhas primeiras metas.

Economia de água – Consegui diminuir o meu tempo no banho e parar com uma mania que eu tinha de deixar a torneira ligada mais tempo do que o necessário enquanto escovo os dentes. Falei com meus familiares que fizeram o mesmo.

Coleta seletiva - Achava que essa parte ia ser mais difícil, mas foi super tranquilo. Minha mãe agora separa duas lixeiras, uma para o lixo não reciclável e uma para o reciclável. Eu sei que ainda não é o ideal, já que o certo é separar o reciclável em plástico, papel, vidro e metal, mas já é um grande passo. Após um tempo, pretendo evoluir a coleta.

Outra coisa que notei era que, apesar de sermos econômicos, ainda havia certo desperdício de energia, pois, algumas lâmpadas permaneciam acesas sem necessidade. Tive que discutir com a minha irmã para conseguir apagar algumas vezes, mas creio que todos na casa estamos pegando o “espírito da coisa”.

Minha próxima meta é me aprofundar no assunto e ver o que mais eu posso fazer.

PS: Também estou juntando todo o lixo produzido por mim, mas só vou expor ele depois.

Por Diego

Balanço da semana – Gabi

Ontem fez uma semana que nós começamos a colocar nossas metas em prática. Diego contou como é que tá a vida dele nesse post e hoje eu vou contar como é que vai a minha.

  • Ônibus: Odeio andar de ônibus, odeio. E olha que nem fui tantos dias assim pra faculdade. Mas como contei aqui, há uma semana atrás eu levei quase 1:40h pra chegar na faculdade, sabe? Algumas coisas não rolam e eu já pensei seriamente em desistir desse ponto. Pensei que, por exemplo, eu posso trocar a gasolina pelo álcool. Falei isso a meu amigo Fredo e ele me deu uns toques como ser menos afobadinha com o acelerador e encher os pneus toda semana. Pneu murcho gasta 15% mais de combustível.
  • Coleta seletiva: Coloquei minha coleta seletiva em prática e o resultado foi assustador. Como eu disse, fui juntando os materiais recicláveis no quarto pra no final da experiência mostrar o montante a vocês. Nessa primeira semana, resolvi que não ia avisar nada a Rosa. Ou seja, eu fui juntando só o que batia na MINHA mão, só o supérfluo, sem fazer grandes esforços. Olha o resultado:
    O lixo surge do nada.

    O lixo surge do nada.

    Hoje eu contei a Rosa do que se tratava e agora ela vai me ajudar a juntar o lixo reciclável de toda a casa. A coitada já estava ficando desesperada com minha bagunça, até então, sem propósito.

  • Energia: É a parte mais fácil.  Falta painho chegar de viagem e a gente mudar essas lâmpadas todas. Também só ligo o ar-condicionado na hora de dormir e estou até tentando tomar banho frio (dizem que faz bem pro cabelo também!).
  • Água: É o mais importante, mas ainda assim, às vezes me pego cantarolando esquecida embaixo do chuveiro. A partir de hoje vou cronometrar os banhos e depois conto aqui.
  • Compras extra-planejamento: 2 livros, 1 revista, 1 demaquilante, 6 cervejas e 2 kits de sushi. A cerveja eu levei pra festa em uma ecobag – e só não trouxe as latinhas de volta porque consumi álcool inconscientemente e não tinha condições de procurá-las. Mas o que pude notar foi que todas as compras extra foram bem pensadas e isso costumava ser raro comigo.
6, só 6 são minhas.

Na ecobag!

Por Gabriela

O que você compraria por 9,90?

Alguns minutos atrás, o site da FNAC “bugou” e todos os produtos da loja passaram a custar apenas R$ 9,90. Isso mesmo, TODOS os produtos da loja. Macbook, TV de Plasma FULLHD e tudo que você sempre sonhou ter, por apenas R$ 9,90 cada.
A compra dos sonhos?

A compra dos sonhos?

Preciso dizer o tamanho euforia que isso causou? No twitter, é possível encontrar depoimentos como esse:
Tudo isso para uma só pessoa.

Tudo isso para uma só pessoa.

Ver a sede das pessoas por comprar o maior número possível de coisas (desnecessárias?) antes que o site fosse retirado do ar, abriu espaço para algumas reflexões.  O ser humano terá, algum dia, a capacidade de pensar coletivamente? Conseguirá priorizar o bem estar coletivo frente a satisfação de seus próprios desejos? Será que somos capazes disso?

Reflitam e compartilhem suas opiniões.

PS1: Isso ocorreu por volta de 1h de hoje (22/05/09) e durou alguns minutos. Vários produtos foram esgotados. A FNAC ainda não se pronunciou sobre o assunto.  A FNAC acaba de se pronunciar sobre o assunto. Num comunicado em seu site a loja afirma que todas as compras foram canceladas. Confira.

PS2: Sem falso moralismo, muito provavelmente compraria vários produtos caso visse o site no ar, o questionamento não é esse.

                                                                                         Por Diego

O post mais clichê de todos os tempos

Uma semana após começar esse desafio, a coisa que mais aprendi é que para conseguir agir sustentavelmente é preciso ir com calma. Não adianta querer dar passos largos quando suas pernas são curtas, você acaba caindo ou tendo uma distensão muscular.

Aquela idéia clichê de que “se cada um fizer a sua parte…” se encaixa, não adianta eu viver no escuro enquanto outras pessoas usam óculos escuro dentro de casa. Temos que encontrar um equilíbrio.

E, para encontrar esse equilíbrio, ainda estamos muito longe. E aí, eu vou fazer algo que quase nunca faço, jogar a culpa no governo. Mas, infelizmente, o que posso dizer de um governo que não fomenta na população a preocupação com o meio ambiente? Existem cartilhas e folhetos que são entregues de forma desordenada, mas, a população precisa entender o tamanho do problema e ser incentivada a agir. Precisamos de um grande e contínuo processo de conscientização e educação para que os resultados comecem a surgir de forma expressiva. Sem isso, vamos continuar remando contra uma correnteza muito forte, quase impossível de vencer.

PS: Não estou querendo tirar a responsabilidade de ações individuais, mas esperar que todos, do nada, comecem a agir sustentavelmente, é utópico ao extremo. Será que o planeta aguenta até rolar essa autoconscientização de 6 bilhões de pessoas?

Por Diego

A cidade em que eu moro: Sevilha

Nós vamos fazer uma série de posts com relatos de gente que, assim como eu e Diego, está descobrindo e percebendo o consumo consciente como prática. E as pessoas que vão colaborar são conhecidas, amigos e familiares, que moram em outras cidades, estados ou países, que é pra a gente trocar informações sobre a sustentabilidade ao redor do mundo todo.

Quem vai estrear essa nova seção é Laura, minha amiga da faculdade. Ela tem 21 anos e está morando há 8 meses em Sevilha. E vou dizer que essa ideia da participação de outras pessoas foi inspirada nela, que contou nos comentários sobre o uso das sacolas plásticas lá em Sevilha e que sempre vem me falar no MSN que está adorando o blog. Mas vou deixar ela contar como são as coisas por lá:

Laura Villar, 21, Sevilha, Espanha.

Laura Villar, 21, Sevilha, Espanha.

“Aqui em Sevilla as atitudes de consumo e preocupação com o meio ambente, na minha visão, é bem menor do que no resto da Europa em geral, visto o tamanho da cidade. Agora com a crise o consumo diminuiu bastante, mas mesmo assim ainda tem seu lugar na vida das pessoas. O centro da cidade, que é onde estão a maior parte das lojas, todos os dias está cheio. E aqui se gasta muito com comida. Em toda esquina tem um bar, que SEMPRE estão cheios, principalmente no horário das siestas (14:00 – 17:00). As pessoas saem de seus trabalhos e vão tomar uma cervejinha e comer uma tapa, e esse é um costume daqui que a crise não afetou. Em relação à reciclagem, em todo os cantos da cidade existem lixeiros de coleta seletiva. Aqui, em geral, o pessoal é bastante educado em relação a isso, quase nunca vejo gente jogando lixo no chão – exceto os adolecentes rebeldes, digamos assim. Não existe multa para que joga lixo no chão, mas existe a consciência de que não se deve sujar o local que moramos todos. Até porque existe lixeiro em toda a cidade. Eu moro, agora, com 3 sevillanos. Aqui separamos apenas os vidros e o plástico, não fazemos tanta divisão. Antes quando morava com uma francesa, ela sempre separava tudo, e como viamos já tudo organizadinho, separávamos também. Agora já me acostumei a jogar cada coisinha no seu lugar. A cidade é pequena, em comparação a Recife por exemplo, mas é a quinta maior da Espanha. Aqui é um caos ter um carro, em relação a estacionar e tal. Tem muito carro para pouco espaço. Então o governo resolveu colocar ciclovia em toda a cidade, o que é uma maravilha. Criaram o SEVICI (pronuncia SEBICI) que TODOS podem usar, é só fazer o cartão. É um serviço maravilhoso. Você vai a um terminal de bicicletas (que está bem distribuído pela cidade) coloca seu cartão, digita a senha e retira uma bicicleta. Chegando ao seu destino,  procura outro terminal para deixar a bicicleta retirada e pronto. Simples assim.”

Valeu, Laurinha!

Por Gabriela

Um post mulherzinha

Imagine a cena: uma mulher vestindo calça cáqui de tecido natural, camisa verde musgo e uma papete nos pés. Não, não e não! Pra viver sustentavelmente, a gente não precisa deixar a vaidade, a diferença de lado. É por isso que esse é um post bem mulherzinha, recheado de atitudes ecológicas e conscientes sem deixar de lado as novidades que as mulheres amam.

  • Maquiagem mineral: Já ouviu falar? A maquiagem mineral é feita a partir de diferentes minerais como dióxido de titânio, óxido de zinco, óxido de ferro e outros. É livre de óleos e conservantes e não irrita a pele, nem entope os poros. Vem em forma de pó e quando aplicado à pele, adquire uma textura cremosa bem levinha. Muitas marcas internacionais entraram na onda e aqui no Brasil, a Contém 1g e a Mary Kay tem sua própria linha. No Garotas Estúpidas, a Camila Coutinho falou aqui das principais marcas de maquiagem mineral e também deu a dica das amostras grátis da Everyday Minerals. E a Marina Smith, do 2Beauty, tem um montão de tutorais e vídeos que ensinam a usar esse tipo de maquiagem. Ela manja muito de make, vai lá!
  • Brechó virtual: Brechó é um lugar ótimo pra novos achados e roupas vintage por um preço bem mais em conta. Não me lembro onde, mas já li história de gente que comprou bermuda da TNG por 50 centavos. Eu particularmente acho que esse ainda é um ambiente muito fashionista, do povo da moda – seja pelas peças disponíveis, seja pelo preconceito que muita gente tem em comprar roupa antiga e/ou usada. Preconceito que é uma bobagem. Mas eu quero falar é dos brechós virtuais. Meninas que, durante uma limpeza no guarda roupa, selecionaram peças que não servem mais por tamanho, mudança de estilo, enjoo, ou qualquer outro motivo, e colocaram todas elas à venda, ou à troca, na internet. Porque essas peças podem interessar e muito a outras pessoas. Além de ser bem mais prático do que catar coisa em arara de brechó, né? Selecionei dois blogs bem legais e confiáveis: esse, que é participativo, e esse. No blogroll da Oficina de Estilo também tem mais um monte de links legais.

    I'm not a plastic bag.

    Virou IT bag e must have!

  • Ecobags: A febre fashion de ecobags começou com a designer inglesa Anya Hindmarch, criadora da conhecida I’m not a plastic bag.  A bolsa de algodão custava apenas 5 euros e se tornou, acreditem, sonho de consumo de mulheres de todo o planeta. Foi vista pendurada nos bracinhos de muita celebridade por aí e chegou a formar filas na frente das lojas distribuidoras. Consciência ou modismo? Por aqui, toda marca que se preze já tem um bom número de modelos de ecobags.  Na SPFW, são vários os lounges que distribuem as bolsinhas ecológicas de brinde. E até a Camiseteria lançou uma linha com cinco estampas diferentes. Lembrando: mesmo com tantas opções bonitas por aí não vale, nem tem necessidade, ter uma coleção de ecobags no armário, né?
  • EcoChic: A nova linha da Nike, Nike Considered Design, foi criada usando materiais sustentáveis e usando fontes renováveis de energia. Resta saber se a mão-de-obra é sustentável. Lá fora, a onda EcoChic é bem mais consistente que aqui. Tem linhas de sutiã de fibra de bambu, lojas de roupa de cama totalmente orgânicas. Teve até desfile especial, o Be EcoChic, na semana de moda de NY, com participação de nomes como Donna Karan e Ralph Lauren. Chique mesmo, e ecológico!
  • Beleza: Tem essa matéria antiguinha da Folha Online, falando sobre beleza sustentável. Pode ser até absurdo pra algumas pessoas e eu confesso que acho super difícil me desprender do padrão estético do jeito que a psicólogo propôs, mas não deixa de ser uma verdade. Faz a gente perceber que consumo é muito mais que passar um cheque, é muito mais que controlar as reservas do planeta. Consumo também é o que a gente absorve da tevê, nossas referências. E os efeitos de um consumo inconsciente muitas vezes fazem mal é pra alma. Leitura rápida e recomendada.
  • UPDATE: Hoje, 19/05,  saiu uma notinha no L’Officel sobre saltos eco-friendly. Aqui!

Por Gabriela

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O Blog

Durante 15 dias, vamos contar aqui como é (tentar) viver e consumir conscientemente. Por que? Como colocar em prática? Como a mudança de pequenos hábitos de consumo afeta nosso dia-a-dia e o de quem nos cerca? E o mais importante: o que exatamente significa consumir conscientemente? Você pode participar trocando ideias e contando suas experiências pra a gente.

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